domingo, 12 de agosto de 2012

NA HORA H


O Brasileiro em si tem uma essência de buscar as coisas apenas por dinheiro, não é atoa quem todos canais de tv nesse país se vê pessoas submetendo ao rídiculo, ou exibindo seus corpos para ganhar dinheiro.

No esporte é igual, quando se disputa competições valendo grana sempre tem brasileiros em primeiro, mas quando a disputa é pela honra e Glória como é no caso das Olimpíadas, somos um eterno fracasso e nem os milionários jogadores do futebol conseguem ganhar uma simples olimpíada, com eliminações pífias para países da africa e américa central que não possuem tradição no futebol, e o que dizer do Vólei Masculino, derrotado hoje pela Rússia, nosso vôlei hoje possui patrocinios milionários, uma Superliga de alto nível e mesmo assim perdemos para Rússia, no Basquete se quer demos pressão na Argentina, no Futebol Feminino nossas jogadoras foram em Londres apenas para passear, não demonstraram raça nenhuma contra o Japão que perdeu feio a final para as Americanas, todos os anos chegamos as Olimpíadas com muitas expectativas de medalhas mas na hora H... nada...

Por isso concordo e muito com o texto publicado na data de hoje no Jornal Super Noticia pelo Colunista Eduardo Aquino:


Olimpíadas, favoritismos, expectativas e na "hora H"... Nada! Para um país tão grande e tão carente de ídolos, os poucos que nos empolgam por conquistas anteriores - Cielo na natação, Mauren no atletismo, vôlei de praia, judô e por aí vai - vão para as disputas, após virarem astros da mídia, fazer propaganda por anos, e naquela expectativa toda, lá vem uma eliminação precoce, ou uma medalha de bronze (muito meritória), mas, para nós, a sensação de frustração. 

Será que "amarelamos" tanto quanto nossa camisa? Ou, como diz a música, ainda não chegou a "hora dessa gente bronzeada mostrar seu valor"? Seríamos uma nação com complexo de "vira-lata"? 

Mas vemos ao mesmo tempo um país pequeno, pobre e periférico como a Jamaica, que há décadas concorre no atletismo de igual para igual com os Estados Unidos, China e Rússia, e produz um fenômeno como Usan Bolt que ganha, ganha, se diverte, nos diverte e, soberano, não se abala: na "hora H" ele faz exatamente o que dele se espera: naturalmente, convictamente ganhar! 

O que vejo é que, aquilo que conseguimos no vôlei e andamos perdendo no futebol é o segredo do psiquismo ganhador: a mentalidade do vencer, a capacidade de superar, de administrar as oscilações psicológicas inerentes à competição. 

Neste sobe e desce de adrenalina, serotonina, dopamina, testosterona, cortisol, enfim, numa tempestade químico cerebral típica do estresse elevado ao extremo do "lutar ou correr", a administração mental, o equilíbrio entre pensar, sentir e agir, a capacidade de transformar frustração em estimulo imediatamente, no próximo enfrentamento, é o que leva um simples mortal a ser um imortal atleta do olimpo. 

Seja um Phelps na natação que quebrou todos os recordes das olimpíadas ganhando 21 medalhas, ou um Bolt que se tornou bi-campeão dos 100 e 200 metros rasos pela primeira vez na história, ou uma Nádia Comanesci que já há décadas foi a única ginasta a tirar dez, independente de um ser americano, outro Jamaicano e a última romena, o que contou foi que na "hora H", eles têm algo em comum: tiraram do estresse o que ele tem de melhor - nos tornar vitoriosos, superar adversidades, nos tornar lideres. 

Bem vindo o "bem estresse".

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