O estádio é histórico. Palco de finais da Copa América e da própria Libertadores, é o maior do Paraguai e tem capacidade para cerca de 37 mil pessoas. Apesar de todo o charme e pompa, o Defensores Del Chaco não terá sequer um único torcedor no momento em que Cerro Porteño e Santos estiverem disputando a segunda partida da semifinal da Libertadores. Diferentemente do Peixe, o rival paraguaio não prioriza o aspecto financeiro.
Se o Alvinegro preteriu o Alçapão da Vila Belmiro para utilizar o Pacaembu no jogo de ida, o Cerro não abre mão da sufocante La “Olla” (panela de pressão) Azulgrana para tentar alcançar a inédita final da competição sul-americana. Mais acanhado do que o Defensores, o local abriga cerca de 25 mil pessoas. E certamente estará lotado amanhã, quando a torcida do time paraguaio promete uma festa marcante.
De acordo com o Cerro, a escolha pela sua casa de origem é mais técnica do que financeira. Assim como no caso do Pacaembu, o Ciclone (apelido do time paraguaio) também teria de pagar pelo aluguel do estádio, repassando parte da porcentagem da renda bruta à Liga Paraguaia de Futebol.
Por isso, segundo o administrador do estádio, Bernardino Cavallero, os dois fatores influenciaram na decisão do Cerro. “Eles perdem em número de torcida, mas ganham tecnicamente. No ano passado, reformaram o estádio e aumentaram a capacidade. Tanto que não mandaram nenhum jogo da Libertadores deste ano aqui”, explica.
Apesar de não abrir mão de La “Olla”, o Cerro tem um retrospecto apenas razoável no local. Nas seis partidas no estádio na Libertadores, obteve três vitórias, dois empates e uma derrota, justamente contra o Santos.
Por isso, o assunto divide as opiniões dos torcedores. Os integrantes de organizadas defendem a partida em La Olla, enquanto outros mais tradicionais gostariam de ver o Cerro atuando no Defensores, pois acreditam que a “panela de pressão” traz má sorte.
Desde o ano passado o Estádio Defensores Del Chaco está em reformas, mas continua recebendo jogos normalmente. Vestiários e sala de imprensa passam por em obras, enquanto novas cadeiras, por exigência da Fifa, são colocadas no local. Tudo para melhorar a infraestrutura do palco que é a tradicional casa da seleção paraguaia. Segundo Cavallero, depois do amistoso entre Paraguai e Chile, no dia 23, o estádio ficará fechado durante dois meses para finalizar a reforma.
Assim como o Morumbi, o Defensores del Chaco também recebe outros eventos, além de partidas de futebol. Hoje, por exemplo, será celebrada missa que faz parte dos festejos pelo bicentenário do Paraguai, completado no dia 14. A expectativa é de que aproximadamente 30 mil pessoas compareçam.
Fonte: www.atribuna.com.br